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IA e a guerra cultural

A inteligência artificial já impacta profundamente a comunicação, o mundo do trabalho, a produção cultural e a educação. Em um cenário de intensificação da disputa de narrativas e avanço da chamada guerra cultural, a tecnologia não é neutra.

  • Data e hora: 26 de março (quinta-feira), às 19h
  • Local: Sede Nacional do PCdoB, Rua Rego Freitas, 192 – República – São Paulo/SP

Sobre o debate

A inteligência artificial já impacta profundamente a comunicação, o mundo do trabalho, a produção cultural e a educação. Em um cenário de intensificação da disputa de narrativas e avanço da chamada guerra cultural, a tecnologia não é neutra.

Algoritmos moldam visibilidade, influenciam opiniões, reorganizam mercados e afetam diretamente comunicadores, escritores, educadores e trabalhadores em geral. Este debate propõe uma análise política e estratégica da inteligência artificial no Brasil, articulando regulação, soberania digital e defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Esta atividade é parte integrante da programação da Semana Vermelha em comemoração ao aniversário de 104 anos do PCdoB e inaugura um ciclo de debates que terá continuidade ao longo do ano, com destaque para o Mês da Mulher, em março, e o Mês do Trabalhador, em maio.

Eixos do debate

1. IA, guerra cultural e marco regulatório

A disputa em torno da inteligência artificial passa pelo Congresso Nacional e pelos espaços de governança da internet, como o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

  • Quais são as propostas em debate?
  • Como está sendo estruturado o marco regulatório da IA no Brasil?
  • Qual projeto de soberania digital está em disputa?

2. IA e o mundo do trabalho

A automação e os sistemas algorítmicos já transformam relações de trabalho, contratos e a organização produtiva.

  • A IA ampliará a precarização ou pode ser apropriada como ferramenta de defesa dos trabalhadores?
  • Como os sindicatos devem se preparar para essa nova realidade?

3. IA, cultura e produção intelectual

A inteligência artificial impacta diretamente direitos autorais, produção literária e comunicação.

  • Como proteger escritoras, comunicadores e produtores culturais?
  • Qual deve ser o papel da regulação na garantia de direitos?

Mesa do debate

Foto de Renata Mielli
Renata Mielli Coordenadora do CGI.br

Coordenadora do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Atua na formulação de políticas públicas para governança da internet e regulação digital no Brasil.

Foto de Ergon Cugler
Ergon Cugler Pesquisador

Pesquisador e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (Conselhão), com atuação nas áreas de políticas públicas e transformação digital.

Foto de Carlos Seabra
Carlos Seabra Escritor e editor

Escritor e editor, presidente do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo e diretor da Oficina Digital. Atua na defesa dos direitos autorais diante das transformações tecnológicas.

Por que este debate é urgente?

A inteligência artificial não é apenas inovação tecnológica. É também: disputa de poder, disputa econômica, disputa cultural, disputa geopolítica.

Sem regulação democrática, a IA tende a concentrar ainda mais poder nas grandes plataformas digitais.

Discutir IA é discutir democracia, trabalho, cultura e soberania.

Organização

  • Comitê de Comunicadores do PCdoB São Paulo
  • Editora Anita Garibaldi
  • Fundação Maurício Grabois
Semana Vermelha